Nunca foi plano de Jesus que sua Igreja
se tornasse um “grupo de filósofos”, e que a fé cristã se tornasse um bonito discurso
sobre a vida e obre do Cristo.
A Igreja de Jesus Cristo, em especial
seu ajuntamento para adoração, não pode ter como ênfase um item litúrgico. O
catolicismo perpetuou no centro de seu culto o altar, já o protestantismo, fez
do púlpito o centro de sua liturgia. Assim, tudo o que um católico ortodoxo
espera na missa, é a participação na eucaristia, e todo protestante ortodoxo
sabe que o clímax do culto é a pregação.
Não se pode desprezar o indispensável valor
da eucaristia (Santa Ceia), nem tão
pouco a crucial importância da exposição bíblica da Palavra de Deus. Porém, nem
um e nem outro possui a primazia do culto cristão. Toda liturgia, sacramentos e
ordenanças devem estar subjugadas a essência real do culto: A MANIFESTAÇÃO DO
ESPÍRITO.
...Toma-se
a Ceia como celebração da Obra Redentora de Cristo, que é operada no presente
da Igreja pelo Espírito Santo.
...Prega-se
no culto pela inspiração do Espírito Santo e esperando a confirmação desta Palavra
pelo poder do Espírito Santo.
...Canta-se
no ajuntamento cristão para exaltar o Deus Trino de tal forma que o Espírito
Santo se mova livremente na congregação.
...Ora-se
no culto como expressão máxima da comunhão do homem nascido de novo e seu
Criador através do Espírito Santo.
...Oferta-se
no culto para demonstrar gratidão e fidelidade a Deus, e este ofertar deve ser
guiado pelo Espírito.
Todos estes elementos devem condicionar
o ambiente para a manifestação do Espírito Santo.
Um culto sem a manifestação do Espírito
não passa de uma agradável reunião social.
“Mas a manifestação do Espírito é
dada a cada um para o que for útil”
I Coríntios 12:7
Com base no texto acima, uma reunião sem a manifestação
do Espírito é uma reunião inútil. Está afirmado com exatidão que “a
manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil”. Isto
implique em cinco coisas:
1. Sempre deve haver a
manifestação do Espírito.
O texto inspirado declara que a
manifestação do Espírito “é”, e não foi ou será. Isto indica
atualidade. Em todas as gerações a manifestação “é dada”, e em cada ajuntamento cristão a manifestação “é dada”. Ela é. Isto indica que cada vez
que nos ajuntamos para um serviço de adoração (culto), devemos responder à manifestação do Espírito de Deus. Ele
sempre se manifesta, mas nem sempre é correspondido. Aprendamos a “liberar” a
manifestação em toda e qualquer reunião de adoração.
2. A manifestação do
Espírito é um presente gracioso de Deus.
O texto diz ainda que a manifestação do
Espírito é um presente de Deus, um dom. Não é vendida ou emprestada, “é dada”. O que significa que, assim como
qualquer dádiva da graça, não exige pré-requisitos legais, apenas fé bíblica.
Em cada culto somos presenteados com a presença do Espírito Santo. Porém, a
razão da frieza de algumas reuniões cristãs é a indiferença ou ignorância
quanto a esta manifestação.
3. É preciso de alguém
para receber a manifestação do Espírito.
Embora seja onipotente e soberano, o
Espírito Santo precisa do canal humano para sua manifestação. O texto diz: “é dada a... um”. Um o que? Um indivíduo
humano, um homem, uma mulher, uma criança. O Espírito Santo enquanto se move
entre nós (e Ele sempre o faz) não
está se manifestando, até que “um”
esteja disposto a ser o canal.
4. O Espírito Santo se
manifesta na esfera do indivíduo.
Nenhum cristão deveria ser um mero
espectador do culto, esperando ser edificado pela manifestação do Espírito em
alguém mais sensível ou “mais espiritual”. Todos devem aprender a fluir e se
mover com o Espírito Santo, “cada um”.
5. Sempre haverá
necessidade individual da manifestação do Espírito em um ajuntamento cristão.
Por causa das consequências do Pecado
Original, o ser humano tornou-se complexo e limitado, assim, em cada
ajuntamento sempre haverá alguém necessitando ser ministrado pelo Espírito
Santo que manifesta em alguém. Não podemos ser egoístas e deixar de nos
oferecer como canais da manifestação do Espírito.
“Que fareis, pois, irmãos? Quando
vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação,
tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação”
I Coríntios 14:26
O apóstolo Paulo realmente se preocupava
com a qualidade do culto, ele não queria que se tornasse teoria ou mera
teologia. Ele mesmo, sendo um intelectual, não se ostentava nesse
intelectualismo, mas se colocava como canal da manifestação do Espírito (I Coríntios 2:4). E na Escritura acima
ele revela cinco elementos racionais do culto cristão: (1) Salmo, (2) Doutrina,
(3) Revelação, (4) Língua, e (5) Interpretação.
Continua...
