quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

FRUTOS DE UMA IGREJA PROFÉTICA


Parece redundante mencionar “uma Igreja Profética”, pois a natureza da Igreja é essencialmente profética dada à presença onisciente do Espírito Santo. Porém, a verdade é que a Igreja ao longo dos séculos perdeu sua manifestação do profético. Os líderes e igrejas que alegam nunca terem perdido o profético, o alegam com base na afirmação de que o profético está ligado à exposição edificante, exortativa e consoladora das Escrituras. De fato, as Escrituras têm um papel profético crucial e insubstituível na Igreja, porém, o profético é mais abrangente do que a ortodoxia bíblica; é a revelação mística do Cristo ressurreto, é o testemunho vivo de Jesus. O que torna a profecia viva é a revelação de Jesus.

...o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.
Apocalipse 19:10c

Assim como a Igreja precisa da demonstração do Espírito Santo e do poder (I Coríntios 2:4), que é a onipotência de Deus manifesta, precisa também da demonstração do Espírito e do saber, que é a onisciência de Deus manifesta.

A profecia presente na vida de cada crente e na atmosfera espiritual de uma igreja, é uma poderoso arma evangelística e canal de despertamento.

Mas, se todos profetizarem, e algum indouto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós.
I Coríntios 14:24-25

O sujeito do texto aqui é o “indouto ou infiel”, ou seja, o homem natural, que não conhece a Deus e não o serve. O âmago da questão é o poder persuasivo da profecia.
O versículo 25 expõe quatro frutos do profético manifesto:

1-      REVELAÇÃO.
Os segredos do seu coração ficarão manifestos...
Quem pode conhecer os recônditos do coração humano senão o Seu Criador? Eis o que torna a profecia um elemento tão persuasivo, a revelação. O pecador está disposto a se entregar a qualquer força que discirna seus pensamentos e sentimentos mais profundos, e nenhuma outra fonte faz isso com tanta precisão e pureza do que a Palavra de Deus (Hebreus 4:12).

2-      ADORAÇÃO.
...lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus...
Sim, a profecia tem o poder de curvar o mais cético e profano dos homens aos pés do Deus vivo. A verdadeira adoração provém de alguém que teve contato com um dos grandes atributos de Deus, embora o mais convincente seja o amor de Deus. Mas este amor pode ser revelado através da profecia, atraindo o pecador à humilhação diante do Senhor.

3-      PROCLAMAÇÃO.
...publicando...
O pecador cujo coração for precisamente descoberto pela profecia, não deixará de proclamar a onisciência deste Deus a todas as pessoas. O evangelho tem na profecia um poderoso elemento de proclamação, não pelo profeta em si, mas por aquele que foi alvo da misericórdia de Deus em ouvir Sua voz.

4-      CONVICÇÃO.
...que Deus está verdadeiramente entre vós.
É disto que cada homem, mulher e criança precisa, uma absoluta certeza da presença de Deus na igreja. Ela não pode ser algo relativo ou distante. Não pode ser a mera consciência teológica da onipresença de Deus, mas uma percepção quase palpável de sua glória. E isto pode vir através do verdadeiro Espírito da Profecia.

A profecia não está restrita aos profetas. Apóstolos, evangelistas, pastores, mestres, diáconos, presbíteros, bispos, servos e servas... Todos devem se esmerar para profetizar, manifestando a onisciência de Deus em sua igreja.

Moisés expressa no Antigo Testamento a vontade de Deus: “...Tomara que todo o povo do Senhor fosse profeta...” (Números 11:29). E Paulo revela no Novo Testamento a vontade de Deus: “E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis... Porque todos podereis profetizar...” (I Coríntios 14:5, 31).

Exercite o nível de revelação que já está em você pela habitação do Espírito Santo. Reconheça as impressões que tem em seu espírito acerca de situações, pessoas, e principalmente da Igreja, pois, “...o quem profetiza edifica a igreja.” (I Coríntios 14:4b)

O pecador que vai à Igreja não espera erudição ou intelectualidade. Não quer ouvir de nós: “Assim eu penso”, “assim eu li”, “assim acho”... Eles esperam ouvir: ASSIM DIZ O SENHOR!